Páginas

Mostrando postagens com marcador análise social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador análise social. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Governo do RS quer criar cargos... E o subsídio dos delegados?

Governo quer criar cargos para melhorar atuação do Estado, com excelentes salários para atrair bons profissionais. A pergunta que faço é simples: e os atuais cargos, como o nosso, de delegado de polícia, não merecem ter também excelentes salários para justamente atrair (e MANTER) bons profissionais e igualmente melhorar a atuação do Estado em uma área fundamental que é a segurança pública?

Se o argumento vale para justificar a criação dos cargos, com notório aumento de gasto do dinheiro público, porque não se gasta dinheiro público com a nossa remuneração?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MP pode investigar delegados

MP pode investigar delegados http://alturl.com/3h9oo

E quem investiga o MP? Ele mesmo? E os "checks & balances"???

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Plebiscito? Onde?


Esquisitice sem fim foi esse tal plebiscito popular, convocado pela Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra. A começar pelo estilo da votação...

Um plebiscito é uma forma de democracia direta em que o eleitorado é chamado a escolher entre duas ou mais opções. Já os organizadores do plebiscito popular, não-oficial, convocaram o povo para votar em uma única opção: a grande propriedade deve ser extinta! Não houve, na prática, espaço para opinião divergente. Os organizadores não queriam saber se o povo era a favor ou contra limitar a propriedade: em suas campanhas para que as pessoas participassem da votação, já recomendavam que se votasse a favor da limitação. Queriam que comparecêssemos às urnas não para dar nossa opinião a favor ou contra o latifúndio, mas somente contra.

Ora, isso não é plebiscito, eleição, nem sequer democracia.

O plebiscito não foi feito para saber a opinião dos brasileiros quanto ao tema das grandes propriedades, mas para, de fato, apresentar como legítima a pretensão de limitar a propriedade da terra no Brasil. Um dos objetivos dos organizadores da campanha é, segundo suas próprias palavras é a “[o]cupação das propriedades acima de 35 módulos, produtivas ou não.” Vejam, produtivas ou não. Basta que se tenha uma propriedade grande, para que seja invadida. Basta que alguém seja um grande proprietário rural, mesmo que produza, para se ver alijado de seu direito, previsto na Constituição. Isso é um crime! E um crime incentivado por vários grupos e associações! Nem mesmo a propriedade improdutiva pode ser invadida (necessitando, para sua desapropriação, de um processo rigoroso e justo), muito menos a produtiva. Só por que é grande? E mesmo que o plebiscito-campanha seja perdedor?

Ademais, com o resultado do tal plebiscito, anunciou a campanha: “Mais de meio milhão de pessoas se posicionou afirmativamente em relação à necessidade e à conveniência de se colocar um limite à propriedade da terra. Este é um indicador expressivo de que a sociedade brasileira vê a proposta como adequada. É uma amostragem do que pensa boa parcela do povo brasileiro.” Isso não é verdade. Não foi uma boa parcela do povo brasileiro que é contra o latifúndio produtivo, e sim boa parcela dos que votaram, considerando-se que, como iniciativa particular, já era esperado que os se dignaram a comparecer às urnas eram os justamente ligados à contestação da propriedade. Não foi o povo que votou, mas o “povo contra a propriedade rural”: óbvio que resultado seria favorável às propostas, uma vez que os organizadores da consulta, e que dela fizeram propaganda, já tinha escolhido um lado.

Enfim, meio milhão não é boa parcela coisa nenhuma de um povo de 190 milhões!

Cumpre, secundariamente, analisar a participação de pastorais sociais ligadas à CNBB. Embora se saiba que não é decisão da Conferência participar dessa campanha, e que mesmo a Assembléia Geral teria que votar essa participação, granjeando a unanimidade, o grau de ligação da CPT, do CIMI, da PJ e outros grupos com o plebiscito não ficou bem claro. Não basta que a CNBB diga que não está metida: se setores a ela ligados apóiam, e são, aliás, francamente incentivados por vários Bispos, como Dom Walmor de Oliveira – cf. http://www.limitedaterra.org.br/noticiasDetalhe.php?id=287 –, parece que estão tentando maquiar sua participação. Do que adianta dizer que a Família Silva não apóia determinada iniciativa, se o pai, a mãe e a maioria dos filhos adere a ela?

Alguns setores católicos, ligados aos postos de comando da CNBB, estão ao lado da campanha, do plebiscito e são, historicamente, contrários ao latifúndio, mesmo o produtivo. Não é de hoje que idéias esquerdistas tomam conta dos gabinetes eclesiásticos brasileiros.

O que nos alegra é a divergência que começa a surgir com mais vigor no seio do episcopado brasileiro. Muitos Bispos se levantam contra o plebiscito, contra a limitação da propriedade, contra o apoio dado pelas pastorais à campanha, e contra a falta de pulso da CNBB em coibir manifestações de perfil socialo-comunista. Isso é bom! Melhor seria se não tivéssemos Bispos esquerdistas, e todos fossem alinhados com a doutrina da Igreja, que diz ser legítima a propriedade e o direito sobre ele, e que não é pecado ser latifundiário. Mas já que não temos essa unanimidade na ortodoxia, que tenhamos a divergência conservadora contra a frouxidão pró-esquerda de certos Prelados.

Não só as pastorais sociais da CNBB estão erradas em se apresentarem, na prática, como representantes da Igreja nesse espúrio e antidemocrático plebiscito, como nem sequer há um direito ao católico de se posicionar contra a propriedade privada. Ao católico se proíbe compactuar com idéias da esquerda socialista.

Sabemos que a propriedade privada é um direito previsto na Constituição. Mais ainda: inscrito na lei natural, dada por Deus, como manifestação dos direitos familiares. A doutrina social da Igreja, de Leão XIII a Bento XVI, inspirada na patrística, no Evangelho, em Santo Tomás, é clara: há um direito natural à propriedade, e ela não pode ser limitada, embora sobre ela, claro, pese uma hipoteca social de produtividade e geração de emprego e renda.

A inobservância da função social da propriedade rural deve ser aferida caso a caso e comporta uma justa indenização. Não é o que pedem os fautores do dito plebiscito, os quais desejam desapropriar as terras sem indenização alguma. O fato de uma propriedade ser grande não a qualifica como improdutiva: nem todo latifúndio é improdutivo, como nem todo minifúndio é produtivo.

Tal campanha se insere na grande orquestração política que visa a subverter a ordem e a segurança pública, e a legitimar a invasão das fazendas Brasil afora. Nunca esqueçamos, todavia, que, além da referida votação ter sido uma piada contra o Estado de Direito, os esbulhos do MST são e continuarão a ser caso de polícia.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Chefe de gangue ganha direito de ser chamado de "senhor"

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4829517-EI8142,00-Chefe+de+gangue+ganha+direito+de+ser+chamado+de+senhor.html

Colin Gunn cumpre 35 anos por assassinato

Um dos presos considerados mais perigosos da Grã-Bretanha ganhou o direito de ser chamado de "senhor" pelos carcereiros da penitenciária de Londres onde cumpre pena de 35 anos por assassinato.

Colin Gunn, classificado como preso de alta periculosidade, é agora chamado de "senhor Gunn" após submeter uma reclamação ao ombudsman (ouvidor) do sistema prisional britânico.
O prisioneiro, chefe de uma das mais notórias gangues de tráfico de drogas da cidade de Nottingham, no centro da Grã-Bretanha, alegou que não estava sendo tratado com respeito pelos funcionários da cadeia.

Segundo a mídia britânica, a polícia atribui a Gunn cerca de 50 tiroteios e pelo menos seis mortes. Ele foi condenado pelo assassinato de um casal de meia idade, pais de um inimigo.
A decisão abre o caminho para que todos os presos britânicos possam escolher a maneira como desejam ser chamados pelos funcionários, incluindo títulos como senhor ou doutor ou apelidos.
O sindicato dos carcereiros criticou a determinação. "Isso é o politicamente correto em um nível insano", disse o presidente do sindicato, Colin Moses.
"Você precisa ganhar o respeito, não exigi-lo. Os prisioneiros certamente não tratam os funcionários com respeito", afirmou.
"Concordo que as pessoas devem ser tratadas com decência, mas o que é a decência? Onde está a decência para os funcionários? Temos o maior nível de ataques contra funcionários da história. Ainda assim perdemos tempo, energia e dinheiro com casos com o de Gunn", reclamou.
Colin Gunn relatou seu caso em uma carta publicada pela revista Inside Time, voltada à população carcerária.

"Apesar de não haver uma política nacional que estipule como os prisioneiros devem ser chamados, todas as prisões devem ter recebido claras instruções sobre isso. Não é mais aceitável chamar os prisioneiros só pelo sobrenome", afirmou o prisioneiro na carta.

Gunn também oferece instruções para os outros prisioneiros que quiserem contestar a forma pela qual são chamados pelos carcereiros, citando os formulários necessários e os organismos para os quais encaminhar as reclamações.

"Você ganhará o caso, e sua prisão sabe disso, mas tentará de tudo para escapar. A lei está do seu lado, então não desista", afirma o prisioneiro. "Vocês não precisam mais ser humilhados por funcionários rudes e ignorantes. Lutem pelos seus direitos", conclui Gunn.

Colin Gunn está preso desde 2006 e já passou por várias penitenciárias do país. Ele é transferido constantemente, de acordo com a política do sistema penitenciário, para evitar que organize grupos e influencie outros prisioneiros.

Em janeiro, uma reportagem do jornal The Sunday Times revelou que Gunn mantinha, de sua cela, uma conta no Facebook da qual enviava ameaças a desafetos.

"Eu vou voltar para casa um dia e não posso esperar para olhar nos olhos de certas pessoas e ver o medo de me verem ali", dizia uma das mensagens na conta, que foi fechada posteriormente. A polícia suspeita também que Gunn continue a chefiar sua gangue com ordens de dentro da prisão.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

As novelas e a desconfiança na polícia

Curiosamente, enquanto navegava pela internet, deixei a TV ligada, enquanto passava uma novela. Qual não foi minha surpresa quando, surpreendido no acompanhar do folhetim televisivo, assisti a uma cena que me estarreceu.

Pelo que pude entender, uma moça teria sido seduzida por um marginal, a mando de outra pessoa e, por chantagem a uma quarta pessoa, a primeira moça corria perigo. O referido marginal poderia fazer-lhe mal.

Ora, diante da cena, um dos parentes da jovem “consensualmente raptada” sugere acabar com isso tudo, chamando a polícia. A heroína da novela protesta: não, isso resolveremos nós. No que é secundada por outro mocinho: “Deixem a polícia fora dessa história.” Ou seja, deixem a polícia fora da investigação de um crime.

É assustador que muitas novelas – e já assisti cenas semelhantes em várias outras – mostrem os personagens principais resolvendo, por si só, os delitos, negociando, sem a polícia “atrapalhar”. Há um seqüestro? Os civis mesmo resolvem, sem policiais. Há uma fuga de um malfeitor, o “bandidão” da novela? O mocinho o persegue de carro e consegue prendê-lo.

Sem tirar a responsabilidade pessoal da autodefesa – visto que sou um defensor da teoria de que o Estado apenas interfira quando o indivíduo não o pode –, é inadmissível que essas modernas formas de entretenimento e que prendem famílias inteiras à frente da “telinha” continuem com esse modo irresponsável de tratar do evento criminoso.

A visão é a de que a polícia deve ser vista com desconfiança! Na novela, o policial militar é um sargentão mal preparado e amante da violação dos direitos humanos, quase um sádico com seu cassetete a distribuir bordoadas principalmente no cidadão honesto. O agente de polícia judiciária é um corrupto que recebe “bola” de traficante. E o delegado um sujeito desleixado, com uma indefectível jaqueta de couro velha, “cara de bagaceira” e com conhecimentos pífios de direito penal e processual penal. E todos, do soldado ao coronel, do investigador ao delegado, apenas repetem clichês do tipo “lei e ordem”, “circulando” e outros.

Em tempos de crescente criminalidade, pregar a desnecessidade da polícia chega quase a ser conivência para com a bandidagem.

sábado, 20 de novembro de 2010

Tribunal português absolve soldado da GNR que mandou sargento ir "pro c…"

Um tribunal superior de Portugal resolveu absolver um policial da Guarda Nacional Republicana (a polícia militar com missão de policiamento ostensivo, mas também investigativo, nas zonas rurais do país, entre outras atribuições, concorrendo com a Polícia Segurança Pública, fardada, ostensiva e judiciária, mas com status civil). O tal soldado teria mandado seu superior “pro c…”, e o tribunal disse que palavrão não era crime.

Ora, palavrão pode não ser crime, mas xingar um superior (mandá-lo seja pro c…, seja pra outro lugar que não tenha palavrão no nome) é. Parece-me que os magistrados tergiversaram, fugindo ao foco.

Ou será que está autorizada a insubordinação...? Aí, acaba-se a disciplina militar da GNR, que, se é cara às polícias de um modo geral, mais ainda às de estatuto militar. O cheiro é de ideologia, de ranço contra a polícia.

Fico aqui a pensar se nos estaria assegurado o direito, diante de uma sentença insatisfatória, mandar os doutos julgadores pro c… também, sem incorrer em desacato.

image

image

image

image